domingo, 7 de março de 2010

Fórum de Mulheres no Hip Hop 13 e 14 /03/2010


Carapicuíba sediará fórum de mulheres no Hip Hop






Evento a ser realizado em março contará com apresentações de diversos grupos, debates, palestras, exposições e oficinas
Após rigorosa seleção, a cidade de Carapicuíba foi escolhida para sediar o 1º Fórum Cultural de Mulheres no Hip Hop do Estado de São Paulo. O evento acontecerá nos dias 13 e 14 de março na Aldeia de Carapicuíba, justamente na Semana do Dia Internacional das Mulheres – comemorado em 8 de março.Segundo a organização do evento, Carapicuíba foi escolhida em virtude da sua localização estratégica entre a capital e o interior. “A cidade é cercada pelas Rodovias Castello Branco, Raposo Tavares e Rodoanel. Isso facilita o acesso das mulheres de outras cidades que comparecerão no evento”, revela Luana Rabetti (Lunna), uma das responsáveis pelo evento. Ainda de acordo com Lunna, Carapicuíba é a única cidade a manter a última Aldeia Jesuítica dentre as doze construídas pelos jesuítas no século XVI e isso foi fundamental na escolha da cidade.Para o Secretário Municipal de Cultural, Luiz Carlos Magalhães Peixoto, é um orgulho para a cidade receber um evento deste porte, que irá ressaltar a importância da cidade no contexto da história do Estado de São Paulo e também contribuir com o turismo, divulgando a Aldeia de Carapicuíba. Para o vice-prefeito Salim Reis, a escolha da cidade é a demonstração de que o município está mudando sua imagem junto aos movimentos culturais. “Estamos resgatando a história da Aldeia graças a diversas atividades culturais realizadas no último ano e esse Fórum irá atrair um outro público que até então não frequentava a Aldeia”, ressalta Salim Reis.O Fórum Cultural de Mulheres no Hip Hop é realizado pelo Portal Mulheres no Hip Hop (www.mulheresnohiphop.com.br), juntamente com a ONG ABENAF (Associação Beneficente de Amparo à Família). O evento irá reunir mulheres de diversas cidades, inclusive de outros Estados que participarão de debates, palestras, mesas e exposições. A comunidade local poderá participar das oficinas de break, grafite, DJ, MC, além de poder participar de sessões de cinema gratuito que exibirá filmes focado nas mulheres, seja elas como protagonistas, diretoras ou tema central.Juntamente com a realização do evento, a organização do Fórum está preparando a gravação de um documentário que acontecerá em Carapicuíba e será encaminhado gratuitamente para diversas ONG’s, movimentos feministas, secretarias de cultura e mais de 200 bibliotecas da região metropolitana da grande São Paulo e do interior paulista. O Fórum também irá produzir uma carta que será entregue à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo com reivindicações de mais investimentos na cultura, especialmente para o público feminino. Esse evento conta com apoio da Secretaria do Estado da Cultura, por intermédio do Programa de Ação Cultural (Proac), e da Prefeitura de Carapicuíba. Mais informações sobre o evento podem ser obtidos pelos telefones (11)8250.7820, (11) 3439.1373, ou então pelo portal http://www.mulheresnohiphop.com.br/






sexta-feira, 24 de julho de 2009

HISTÓRIA DA DANÇA DE RUA ORIGINAL




História da Dança de Rua


As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.Estilo de Danças de RuaBreaking, B-Boying – Foi desenvolvido pelos garotos do bairro do Bronx (NY) entre 1975 e 1976 nas block parties (festas de rua) ao som dos ritmos latinos, soul, funk e jazz.


O fato curioso sobre o nascimento deste estilo, é que ele fora desenvolvido pelos adolescentes da época, que por não conseguirem imitar corretamente seus irmãos mais velhos e seus pais, que dançavam embalados pelo soul, acabaram criando um estilo mais radical, composto por Top Rock, Footwork e Freeze. Breaking geralmente é dançado ao som de Funk (original dos anos 70) ou senão das mixagens conhecidas como Break Beats.

B-Boy / B-Girl – termo criado pelo pai de todos os DJ’s, DJ Kool Herc, não por causa dos movimentos robotizados, mas sim para se referir àqueles que dançavam na roda quando os DJ's ficavam repetindo uma certa parte instrumental da música, que é o break da música, daí surgiu o nome. O DJ brincava perguntando “Onde estão os B-Boys (Break-Boys) e B-Girls (Break-Girls)?”. Todos já sabiam que Kool Herc iria construir as batidas para o Grupo de Elite de Dançarinos que participavam de suas festas.


O nome pegou e hoje representa, de modo genérico, o praticante de todos os estilos do Breaking. Mas que fique claro que B-Boy e B-Girl são aqueles que dançam o B-Boying, Breaking. Vale uma observação: B-Boy também tinha outras duas interpretações: Beat Boy ou Bronx Boy.Breakdance – Termo lançado erroneamente pela mídia quando esta dança teve seu boom nos anos 80 nos EUA.É a expressão corporal dançante do Hip Hop. Surgiu em meados da década de 60, e veio para dar um basta à violência praticada pelas gangues da época, pois os jovens preocupados em se superar cada vez mais nos movimentos esqueciam os problemas e a violência originária das ruas, até que as richas entre as gangues passaram a ter um sentido menos violento.


Daí surgiu o “racha” entre as gangues (quem dançasse melhor sairia vitorioso) que existe até hoje, só que de um jeito menos ofensivo.A Dança de Rua vai muito além de uma forma de dança. É mais que tudo, um estilo de vida para quem ama o Hip Hop, é atitude, é arte de rua.James Brown, o famoso Rei do Soul, está por todos os lados influenciando a Dança de Rua. Estava na cabeça (e no corpo) dos nova-iorquinos no surgimento do B-Boying no Bronx. Brown criou do “Get on the Good Foot”, o "Good Foot" foi um dos primeiros “freestyle dance” espontânea e elétrica, baseada em subidas e descidas, giros e chutes. Os jovens de periferia pegaram o Good Foot e temperaram com a rua. É mais fácil descrever o Good Foot como uma grande marcha em uma parada, dando passos longos e altos, ficando com uma perna arrastada no chão e com os quadris soltos para a batida, abaixando simultaneamente a outra perna.Costuma-se dizer que um B-Boy completo (porém básico), de acordo com os dançarinos do meio da década de 70, é aquele que realiza sua apresentação em 3 partes principais, sendo elas:O Top Rock (originado no Bronx) é quando o B-Boy dança na vertical, em pé.


Tem hoje a função de apresentação, ao entrar na roda o B-Boy / B-Girl completo, nunca deixa de apresentar o seu Top Rock, é o cartão de visitas apresentando o seu estilo, só depois ele desce ao chão para executar o Footwork. Quem não apresenta o seu Top Rock e o seu Footwork na roda não pode ser considerado um B-Boy / B-Girl completo.O Footwork (conhecido por nós como Sapateado) é o trabalho realizado pelos pés surgiu quando os "boie-oie-oings" (como eram chamados os B-Boys no inicio) começaram a movimentar o corpo circularmente com o apoio das mãos, fazendo tambem movimentos mais arriscados como saltos no ar. O Footwork é a base do B-Boying. Após sua rotina, o B-Boy sempre termina sua entrada com um Freeze.O Freeze é um congelamento no qual o B-Boy tem o ápice de sua apresentação, os bons freezes geralmente duram no mínimo dois segundos na posição escolhida, como já disse a lenda Mr. Freeze (RSC) e quanto maior o grau de dificuldade de execução, maior a sua qualidade.


Por fim, entram os Moves (movimentos). O giro de cabeça, os saltos, os moinhos de vento, etc. São movimentos influenciados pela ginástica e ginástica olímpica com tempero da Rua. Existe uma grande discussão mundial, sobre o valor real dos Moves. Não há dúvida que um leigo em Breaking vai achar um Mortal “melhor” do que um Footwork. Porque o mortal é mais difícil, é mais bonito. O que tem ocorrido é que a última geração de B-Boys e B-Girls assistem as fitas de campeonatos e vêem muitos Moves. Na hora de ensaiar, esquecem da base (Top Rock, Footwork e Freeze) e só ensaiam saltos.


Não é conservadorismo acreditar que um bom B-Boy / B-Girl é aquele que é completo, ou pelo menos se esforça para isso. Alguns acham que a força dos movimentos tem um grande impacto e muita energia, basta mostrar seu jeito individual e original nos movimentos que faz. Além disso, a força dos movimentos, realmente, não se faz com a batida e sim no modo como se gira. Por esta razão o se sugere que os Footworks fossem enfatizados, como o Breaking dos anos 90 e os Moves também podem ser incorporados, desde que o sejam feitos como dança, ou harmonicamente incorporados a ela. A televisão influenciou muitas pessoas no início da década de 70 com programas como The Big Show, What’s Happening e o Soul Train, (neste último, havia dois Lockers, Jeffrey Daniel e Shalamar) que faziam parte do elenco fixo junto com o lendário grupo L.A. Lockers. Pode-se até afirmar que jovens de Nova York foram influenciados por jovens de Los Angeles, engraçado não?Nessa época, Kool Herc fazia festas com um carro equipado de dois toca-discos e um mixer, os chamados Boom Boxers e levava também dois dançarinos conhecidos como The Nigga Twins, que no futuro também seriam chamados de B-Boys, pois também dançavam na quebrada da música misturando Dança de Rua com outros estilos.


Os fundadores em Nova York não podem ser esquecidos (The Nigga Twins; El Dorado; Sasa; Mr. Rock). A primeira geração de equipes quase nunca é citada, pois a maioria dos B-Boys e B-Girls acham que o B-Boying começou com a Rock Steady Crew, o que não é verdade. O porto-riquenho Trac 2, lendário membro da equipe Starchild La Rock conta que já havia gente dançando pelas calçadas do Bronx onde estavam a maioria das equipes e que foram os latinos que mantiveram a chama acesa, pois a maioria dos negros viam o B-Boying / Breaking como uma moda e abandonavam a dança logo.
Cito algumas equipes desta época e membros de destaque que suavam ouvindo “Apache” e “It’s Just Begun”:Salsoul Crew (Vinnie e Off); TBB; Zulu Kings (Beaver e Robbie-rob); Rockwell Association (B-Girl Mama Maribel); Floor Lords (Manhattan); Floor Masters (Manhattan); Starchild La Rock (Trac 2, Bos); B-Boys in Action; Yoke City Mob; Young City Boys (Freeze, Ken Swift); Crazy Comanders Crew (Spy e Shorty); KC Crew; Master Plan.Não podemos deixar de citar a Guettoriginal Company Dance formada por importantes grupos como: Magnificent Force, Rhythm Technicians e Rock Steady Crew, que juntos fizeram um vocabulário para os movimentos e criaram o Jam on the Groove que se destacou e invadiram o espaço de outras danças recebendo convites para apresentações no Central Park em NY, em Viena, Paris, em Tókio e muitas outras apresentações pelo mundo.A popularidade dos filmes de Kung Fu durante os meados dos anos 70, especialmente na cidade de NY deu um grande impacto no estilo B-Boying.


Um grande número de movimentos das artes marciais incorporou-se junto ao B-Boying, que também sofreu influencia das danças nativas da África e dos EUA e da Capoeira brasileira. São mais combativos e ritualísticos. A maior rivalidade de crews durante aquele período, foram entre o SalSoul (esta crew muda seu nome mais tarde para DiscoKids) e The Zulu Kings assim como entre Starchild La Rock e Rockwell Association. Naquele tempo os movimentos eram somente Freezes, Footworks e Toprocks. Não havia giros! Rachas históricos foram travados entre estas equipes.Como a tradição de batalha de dança já esteve bem estabelecida naquele tempo e como incorporado dentro da cultura Hip Hop ("lute com criatividade, não com armas"), isto ficou mais e mais uma dança que envolvida ao B-Boy usando sua imaginação para executar o sapateados com os pés, arrastos e outros movimentos de batalha.


A meta principal em uma Batalha de Breaking foi bater o "adversário" por existência da mais criativa com passos e Freezes e por melhor e mais rápido movimento.Existe um conceito errado proposto pela grande mídia que diz que o Breaking era usado pelas gangues, que dançavam ao invés de brigarem, no entanto, isto está completamente longe de ser verdade, pois os rachas (battles) de Breaking também eram grandes criadores de tumultos e muito naturalmente aconteciam várias brigas por causa dessas batalhas de B-Boys.Com o tempo, as lendárias batalhas ou "rachas" evoluíram para um estágio de desenvolvimento de conceitos diversos, que iam desde a compreensão dos difíceis passos da dança, até programas de recuperação de jovens viciados ou que viviam nas ruas.


Apesar de ter nascido em uma comunidade Negra, foram os porto-riquenhos que deram vida ao Breaking. Foram eles que introduziram o uso de acrobacias e movimentos de ginástica olímpica, além de inventarem dezenas de novos passos. B-Boys como Crazy Legs do Rock Steady Crew foram influenciados por dois desses porto-riquenhos, Jimmy Lee e Joe Joe. E as minas? Asia One, Roc-A-Fella, Dandy, Lady Rock, Baby Love, Lady Doze, China, Lisette são as B-Girls que formaram a primeira geração. O tempo passa e muitos B-Boys e B-Girls param, casam, vão para a faculdade e uma nova geração surge. É nos anos 80 que o B-Boying se transforma em Breakdance (rótulo midiático).


O aparecimento de equipes como Floor Masters, Rock Steady Crew, Dynamic Rockers, Magnificent Breakers e The Brooklyn Dinasty entre outras transformaram positivamente e negativamente o cenário do Hip Hop. Cito alguns deles:Pontos positivos: A realização de filmes tornou o Breaking popular. Em 1981 a ABC News mostraram uma performance da Rock Steady Crew no Lincoln Center. Então em 1982 uma batalha entre Rock Steady Crew e Dynamic Rockers foi registrado ao filme/documentário “Style Wars" que esteve mais tarde também nacionalmente no PBS. No mesmo ano o "Roxy" outrora conhecido como um Rollerskate Disco foi reaberto como um Hip Hop Clube. Em 1983 o filme "Flashdance", embora não fosse um filme de Breaking, as cenas curtas onde apareciam B-Boys dançando causaram grande impacto, suficiente para inspirar as pessoas a começar a fazer B-Boying por todo o mundo, surgiu nos cinemas e o clipe de vídeo de Malcolm McLarens "Buffalo Gals" foi mostrado em TV.


A Rock Steady Crew foi destacada em ambas produções e eles foram visto por toda a parte o mundo por causa do sucesso deste filme e desta canção. Que foi a liberação à explosão de mídia na maioria de países ao redor do mundo. Para todos o Breaking foi alguma coisa nova, alguma coisa que nunca tinha sido vista antes, alguma coisa que é realmente espetacular e fascinante. Ainda no mesmo ano o filme "Wild Style" apareceu e para promover ele o "Wild Style" - teve uma excursão, que foi a primeira excursão internacional destacando a cultura Hip Hop. O MC’s, DJ’s, Graffiti Writers e B-Boys foram até Londres e Paris e isto foi o primeiro tempo que o Breaking podia ser visto "ao vivo" na Europa.Em 1984 o filme "Beat Street" saiu e destacava a famosa cena da batalha entre o Rock Steady Crew e o New York City Breakers e nas cerimônias de fechamento dos Jogos de Verão das Olimpiadas de L.A. mais de cem B-Boys e B-Girls fizeram uma performance. Ainda no mesmo ano o "Swatch Watch NYC Fresh Tour" surgiu no filme "Breakin" foi lançado e um ano mais tarde em 1985 também "Breakin 2: Eletric Boogaloo". Ambos sendo filmado numa boate chamada "Radio" (mais tarde "Radiotron") em LA. Breaking se tornou mais e mais uma tendência, e B-Boys apareciam em comerciais (para leite, Right Guard, Burger King...) e espetáculos de TV (Fame, That's Incredible!, David Letterman,...). B-Boys foram até mesmo honrados convidados do príncipe de Bahrain e de Rainha Elizabeth.Em 1985 também houve o lançamento de “Electro Rock” - um vídeo que foi filmado em uma festa na Hippodome em Londres e que mostra o UK Hip Hop (com os convidados do USA).Em 1986 a UK FRESH pegou lugar na Arena de Wembley (Londres) que foi um dos eventos mais histórico para a maioria dos B-Boys daquele tempo. Em 1987 para a maioria das pessoas e particularmente pela mídia "Breakdance" foi descartado.


Unicamente muitos B-Boys pouco lembravam em praticar e dançar seriamente, não unicamente na Nova Iorque mas no mundo inteiro.A transmissão via TV transformou o Breaking em sensação das ruas e festas de Los Angeles. Segundo o livro Ritmo e Poesia: "O Breaking vai desenvolver-se ao sabor da contorção dos breaks entre e dentro das músicas, formando um novo corpo rítmico no interior das mesmas e conduzindo o DJ e seu publico a uma nova forma de abordagem do tema reconstruído e reinterpretável através da dança e das quebras rítmicas. Dançar o Breaking consiste literalmente na execução de passos que procuram imitar essa ruptura e essa forma sincopada de reconstruir o próprio ritmo."Filmes como esses estabeleceram um marco na história da Dança de Rua, mostrando uma cultura de rua que abria novos horizontes nas vidas das pessoas, principalmente aquelas que viam a rua apenas como o ambiente de um submundo criminal, um antro de perigos.


Nesses filmes as pessoas tinham a oportunidade de formar um paralelo de escolha entre o bem e o mal, partindo de um ponto de vista real. Como se viu em Beat Street e Krush Groove era possível deixar a violência e o crime sem deixar as ruas; era possível ser alguém, tornar-se um artista expressando experiências próprias e mostrar a arte sem ter que se transformar num "Personagem", assim como surgia a chance de desenvolver uma cultura que não necessita de retoques ou ajustes para se tornar "comercialmente viável".Não era preciso ter dinheiro ou influência, mas sim, amor à arte e vontade, muita vontade. Um dos aspectos mais positivos do Breaking é justamente a rotina de treinamento, que praticamente obriga a deixar todos os vícios, dormir bem, alimentar-se ainda melhor, ou seja, ter saúde.


Por todos esses motivos, os meios de comunicação de todo o mundo voltam a dar evidência ao Breaking, e começa a ser comum ver nomes como o de Crazy Legs e Peewee (Rock Steady Crew), os N.Y.City Breakers, fazendo parte das notícias; nas ruas toda a linha de vestuário street remete aos áureos tempos do Breaking (tênis Adidas, Puma, Converse, Agasalhos, etc.); grupos de Rap em evidência vêm colocando B-Boys em show e videoclipes (Lords of the Underground, The Coup, Fugees), artistas como Busy Bee, Cold Crush Brothers, Treacherous Three, Fearless Four, Kurtis Blow, Afrika Bambaataa, e muitos outros estão gravando novos discos, Graffiti Writers fazem mostras do nível de pintores clássicos em galerias e espaços culturais.Pontos negativos: Jovens que apenas queriam se expressar pela dança foram explorados por indústrias fonográficas (exemplo da Rock Steady Crew); A dança sofreu grande saturação devido a sua má utilização em comerciais e programas de TV.


Gente sem o mínimo conhecimento do que é Hip Hop faturando alto; os filmes feitos por Hollywood nem sempre tinham B-boys de verdade, eram atores se fazendo de B-Boys e B-Girls. Gente que representava foi omitida e no lugar, colocavam pessoas que ninguém nunca mais ouviu falar.Apesar de um período de baixa em 1988/1989, quando a mídia parou de mostrar Breaking na TV, muitas pessoas acharam que o B-Boying estava acabando. Alguns B-Boys pararam de dançar por influência da mídia. A mídia maltratou o B-BoyingNo fim do túnel sempre há uma luz. E foi assim que Mr. Wiggles, um dos precursores do Popping / Locking em Nova York, chamou Ken Swift e alguns membros da Rock Steady Crew para montarem um musical chamado “So What Happens Now?”. Este musical falava sobre a vida de B-Boys e B-Girls após as luzes do sucesso terem se apagado. Um novo caminho se abriu para a Rock Steady, Wiggles, Fabel e os demais envolvidos neste espetáculo.Hoje em dia, devido ao grande sucesso do Hip Hop, o movimento está mais forte do que nunca, com grandes eventos como o B-Boy Summit e o Rock Steady Anniversary são organizados todo ano e muitos B-Boys de todos os lugares do mundo se juntam a fim de preservar a cultura viva e progredir ainda mais com o B-Boying.Magnificent Force, Rythm Technicians e Rock Steady Crew se juntaram para formar o super projeto Getthoriginal.


Totalmente dirigido, coreografado e produzido pelos integrantes, e com patrocínio da grife Calvin Klein, o projeto viajou o mundo, passando pelo Brasil em 1996 (Carlton Dance Festival).Outras equipes que fazem parte da segunda geração são: Sure Shot Boys (formada por porto-riquenhos); Floor Masters (alguns saíram para formar a New York City Breakers); United States Breakers; New York City Breakers; Fantastic Duo Breakers; Negril; Rhythm Technicians; The Incredible Breakers; Full Circle; Mop-Top Crew entre outras.O Breaking se espalhou por todo o mundo e hoje está nos cinco continentes.Vários dos movimentos usados por B-Boys têm nome e criador, portanto é importantíssimo que respeitemos seus criadores bem como suas origens, pois da mesma maneira que os golpes de Capoeira têm seus nomes mantidos em português no exterior, devemos também manter os nomes corretos dos movimentos que fazemos da maneira em que eles foram originalmente criados, seria justo, no entanto, que algumas traduções e não modificações sejam aceitas, como por exemplo, o movimento “Windmill” que no Brasil é conhecido como Moinho de Vento.


Fonte: New Crazy Elements Marilia/SP

HIP HOP MULHER


1º Encontro! JULHO/09
___________________________________________________________________________________________________________ O 1º ENCONTRO HIP HOP MULHER, SERÁ REALIZADO EM 25 E 26 DE JULHO DE 2009 NA ONG AÇÃO EDUCATIVA EM SÃO PAULO. __________________________________________________________________________________________________________ PARTICIPANTES: 30 MULHERES DO ESTADO DE SÃO PAULO, 10 MULHERES DE OUTROS ESTADOS BRASILEIROS E 01 PARTICIPANTE DA AMÉRICA LATINA. __________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADES: NO ENCONTRO, ALÉM DA MESA DE ABERTURA, TEREMOS 5 OFICINAS TEMÁTICAS (SOMENTE PARA AS PARTICIPANTES SELECIONADAS) E UMA ATIVIDADE ARTÍSTICA (ABERTA AO PÚBLICO) FINALIZANDO O ENCONTRO. AS OFICINAS SERÃO DIVULGADAS EM BREVE. __________________________________________________________________________________________________________ SOBRE AS INSCRIÇÕES: SERÃO ENVIADAS CARTAS-CONVITES E FICHAS DE INSCRIÇÃO PARA AS MULHERES QUE TENHAM O PERFIL PARA PARTICIPAÇÃO E QUE POSSAM MULTIPLICAR AS EXPERIÊNCIAS DO ENCONTRO EM SUAS REGIÕES DE ORIGEM. O INTUITO É "ABASTECER" DE INFORMAÇÕES AS PARTICIPANTES. POSSIBILITANTO UMA CONTINUIDADE DE IDEIAS E PROPOSTAS PARA OUTROS ENCONTROS FUTUROS. QUEM DESEJAR RECEBER A CARTA-CONVITE, FAVOR FAZER O REGISTRO NO PORTAL E DEIXAR UMA MENSAGEM DE INTERESSE LOGO ABAIXO DESSE TEXTO, NOS COMENTÁRIOS, QUE RETORNAREMOS EM SEGUIDA. INFELIZMENTE O ENCONTRO TERÁ SUAS VAGAS LIMITADAS, PORTANTO É DE SUMA IMPORTÂNCIA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE INSCRIÇÃO E O ENVIO DENTRO DA DATA PREVISTA (30 DE JUNHO). PARA NÃO HAVER NENHUM TIPO DE CONSTRANGIMENTO FUTURO. __________________________________________________________________________________________________________ LOGO, DIVULGAREMOS A GRADE DE ATIVIDADES. Tiely Queen Coordenadora do Projeto HIP HOP MULHER. Associação "MULHER E MOVIMENTO HIP HOP". ________________________________________________________________________________________________________________ FAÇA SEU REGISTRO NO PORTAL!!!! ______________________________________________________________________________________________________________________________ JÁ ESTAMOS DISPONIBILIZANDO A FICHA DE INCRIÇÃO! BASTA FAZER O DOWNLOAD, PREENCHER E ENVIAR PARA: hiphopmulher@gmail.com ______________________________________________________________________________________________________________________________ PROGRAMAÇÃO PARCIAL DO 1º ENCONTRO HIP HOP MULHER: AS FORMAÇÕES SERÃO FECHADAS ÀS SELECIONADAS, APENAS A ABERTURA DO ENCONTRO E A FESTA DE FECHAMENTO É ABERTA AO PÚBLICO!!!!! 25/07/2009 (SÁBADO): • 10h (manhã) Painel de Abertura: Nosso papel é mudar! Mesa: Kênia Tomac – Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; Regina Calia – Centro Cultural da Espanha; Eleílson Leite – ONG Ação Educativa; Rúbia Fraga – Rapper; Ana Clara Marques – Grafiteira; Monique Mendonça dos Santos – B Girl; Simone Lasdenas Wenceslau "Dj Simmone" – DJ (a confirmar); Tiely Queen – Coordenadora do Projeto Hip Hop Mulher. • 12h:00m às 13h:00m: ALMOÇO; • 13h30m às 15h30m: 1ª OFICINA - “Respeito Acima de Tudo! – Diversidades”, com Valéria Melki Busin – Católicas pelo Direito de Decidir; • 15h30m: Intervalo - (projeção de curtas e café); • 16h00m às 18h30m: 2ª OFICINA: “Mulher e Política – Conquistando espaços de Direito” com Fernanda Papa – Fundação Friedrich Ebert. • 18h30m: Encerra o 1º dia. 26/07/2009 (DOMINGO): • 10h00m às 12h30m: 3ª OFICINA: “A mulher no Hip Hop, vozes só pra causar!”, com Ana Lúcia Silva Souza – colaboradora da Ação Educativa; • 12h30m às 13h30m: ALMOÇO. • 14h00m às 16h30m: 4ª OFICINA: “Ler e Escrever – O Poder em nossas mãos!”, com Cidinha da Silva – escritora; • 16h30m: Intervalo - (projeção de curtas e café); • 17h00m às 19h00m: 5ª OFICINA: “Produção Cultural – Quando o lúdico se transforma em profissão.” com Nega Duda do Recôncavo Baiano (Cantora e compositora) e Giselda Perê (Artista e Educadora, integrante do Coletivo Agbalá). • 20h00m: FESTA DE ENCERRAMENTO (ABERTA AO PÚBLICO)

Zulu Nation por Kamarão Programa Funk-se

Programa Funk-se!!!
Toda 5ª - 19:30
www.cidadelivrefm.org (((na net e ao vivo)))

www.originalfunk-se.blogspot.com (músicas)

www.afrohiphopfamilia.blogspot.com (roupas)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

WE BGIRLZ (BATTLE BRAZIL) 2008



Competição Nacional de B.Girlz (Dupla)Premiação – a 1a. Colocada ira para Alemanha em outubro de 2008, representar o Brasil, juntamente com a delegação da Battle Of The Year - http://www.battlebrazil.com.br/.

O resultado desta competição voçês podem conferir. No seguinte site:
www.battlebrazil.com.br

E ainda uma matéria especial sobre as Bgirls no seguinte site: www.giroderua.wordpress.com

Parabéns a todas as B.Girls brasileiras!Pois mostraram para o mundo a força da mulher brasileira! E fizeram parte da história! Participando da primeira eliminatória internacional WE B.GIRLZ - BRASIL
1º FaBgirl e Miwa
2º Dyssaa Bgirl e Bgirl Formiga - Vice-Campeãs.


"Que esta não seja simplesmente uma Batalha, mas que seja uma festa de união e valorização de todas B.Girls Brasileiras! E da mulher brasileira!"" Cris -Coordenadora Battle Brazil 2008







quinta-feira, 6 de março de 2008

"Mulher brasileira aonde é que está você?"



"Mulher brasileira aonde é que está você", pergunta a frase de uma famosa canção.

Quem acompanha a história do mundo percebe que no decorrer desse longo periodo a mulher sempre foi excluída da sociedade e vista somente como ser de reprodução, porém mesmo com tanta difculdades ela se fez presente marcando sua trajetória em diversos momentos históricos.

Dentre muitas divergências ideológicas a mulher buscou mostrar seu potencial intelectual, provando que não é frágil como muitos colocaram na história oficial machista e retrógrada.
Com o tempo muitas mulheres mostraram que não seriam somente donas de casa, que poderiam estar também em outros segmentos da sociedade ocupando o mesmo lugar que os homens, mostrando sua coragem, resistência e força
.
Coragem para expor seus pensamentos e desejos no sentido mais amplo da complexidade humana.
Resistência para não se abalar com palavras, repressões e atitudes inesperadas.

Força para conseguir o que quer e ir a luta sem que para isso necessite de apoio externo, lembrando que a força de vontade é algo que tem que partir de si mesma, ou seja, partir do interno para o externo.
Por isso no decorrer de muitos processos históricos registrados até os dias atuais a presença da mulher é muito marcante porque muitas se viram com seus direitos violados e não respeitados o que causou muita indignação e sendo assim é importante citar um exemplo de luta e coragem:

"Em Moçambique o Dia da Mulher Moçambicana é comemorado em 7 de abril, data da morte de Josina Machel, esposa do primeiro presidente de Moçambique.
Assim que o país conquistou a sua independência de Portugal em 1975 a data foi oficializada como feriado nacional. Josina Machel integrou a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) quando jovem, casou-se com o futuro presidente. Josina Machel morreu vítima de doença em 7 de abril de 1971".
E voltando a responder o trecho da música
A mulher está em todos o lugares independente da religião, orientação sexual ou etnia, seja noite ou dia.
A mulher é força, garra, luta, resistência, compreensão, geração e beleza, isto sim é mulher brasileira. Também presente na capoeira
.

Mister Wiglles

Mister Wiglles
Mister Wiglles ministrou curso, dançou e foi jurado em Curitiba/2008